José Serra reforçou promessas e caminhou com eleitores em São Paulo: O candidato a presidente José Serra (PSDB) caminhou por cerca de uma hora pelo centro de Osasco (SP), nesta sexta-feira. Durante uma boa parte do trajeto, apoiadores o acompanharam.
Ele conversou com eleitores e os incentivou a conversar com "familiares e amigos" e deu uma pequena entrevista coletiva no final da caminhada. "Agora é hora de trocar ideias e iluminar as mentes e os corações das pessoas para um bom voto", disse ele.
O tucano reforçou suas promessas em relação à aposentadoria e ao salário mínimo e disse que essas medidas poderiam estimular o comércio.
Dilma Rousseff:
A candidata do governo, Dilma Rousseff, tem chances reais de levar o pleito no primeiro turno. Se isso irá ocorrer, ou não, só a contagem dos votos vai dizer. Parece claro, no entanto, que será uma decisão por uma pequena margem de votos.
A campanha de 2010 serviu para confirmar uma lição que é demonstrada em todos os pleitos. Uma eleição envolve um conjunto de fatores: a estratégia dos candidatos, os programas eleitorais, os debates pela TV e as idéias de marketing. O grande sujeito de cada pleito, no entanto, é o eleitor.
São seus anseios, respostas e convicções que decidem a corrida às urnas. Sei
que essa frase é tão repetida que parece um chavão sem sentido para muitas
pessoas. Engano. Muitos de nós não tem noção sobre o funcionamento real das democracias e acha que o resultado de uma eleição costuma ser definido por uma idéia brilhante, uma propaganda eficaz ou qualquer truque desse tipo.
que essa frase é tão repetida que parece um chavão sem sentido para muitas
pessoas. Engano. Muitos de nós não tem noção sobre o funcionamento real das democracias e acha que o resultado de uma eleição costuma ser definido por uma idéia brilhante, uma propaganda eficaz ou qualquer truque desse tipo.
Marina:
A candidata à presidência da República pelo Partido Verde (PV), senadora Marina Silva, disse acreditar que a eleição nacional será definida no segundo turno entre ela e a candidata do PT, Dilma Rousseff. Ao votar na manhã deste domingo, em Rio Branco, Marina afirmou que a candidatura de José Serra (PSDB) representa a "repetição" da disputa de quatro anos atrás.
"Eu sou o segundo turno viável. O segundo turno comigo é uma nova eleição. Com Serra, é a repetição de 2006", afirmou, pouco depois de votar na seção 43 - mesmo número de seu partido - na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na capital do Acre. "Há uma sinalização de que os brasileiros estão prontos para ter o feminino na Presidência, para que duas mulheres possam apresentar suas propostas e trajetórias."
No caso de haver um segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PV disse que não haverá um "embate" entre a sua biografia e a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal apoiador da petista. "Os fins têm que ser compatíveis com os meios e não vou me transformar naquilo que estou combatendo", disse.
A candidata do PV não admitiu falar sobre a possibilidade de ser derrotada. Marina reiterou que estará no segundo turno e que "está disposta a conversar programaticamente" com quem estiver de fora da disputa presidencial. Nas pesquisas de intenção de voto, no entanto, ela aparece em terceiro lugar.
De acordo com levantamento do Datafolha divulgado ontem, Dilma lidera, com 50% dos votos válidos, seguida por Serra, com 31%, e Marina, com 17% dos votos válidos, isto é, descontados os votos em branco e os anulados.
Marina votou acompanhada pelo pai, irmãos, marido, filhos, sobrinhos e amigos na sede do Incra. Antes, foi ao templo da igreja Assembleia de Deus, que frequenta desde 1997, e rezou. "Fui fazer o que sempre faço. Agradeci a Deus e ao povo brasileiro."
Cercada de eleitores, Marina afirmou que estará comprometida "com cada um dos brasileiros" e "não com as velhas alianças. "Não estou com as velhas amarras, que são a repetição do mesmo", declarou. Ao falar da candidatura, lembrou de sua ligação histórica com Chico Mendes e disse que com o líder seringueiro e sindicalista morto em 1988 aprendeu a "dialogar com todos os setores da sociedade, sem abrir mão dos princípios", a fazer críticas a seus oponentes "sem destruí-los" e a disputar "sem ataques pessoais".
Pouco depois, relembrou sua trajetória. "Estou feliz porque, quem veio do seringal Bagaço, do Breu Velho, e era analfabeta até os 16 anos está aqui neste lugar [no Incra], onde tantas vezes acampei com os trabalhadores rurais, com as comunidades, onde não éramos nem recebidos pelo presidente local do Incra", contou. "Estou aqui para me comprometer com o desenvolvimento econômico, social e com a revolução na educação. Isso é motivo de muita alegria e orgulho", afirmou.
Marina passou menos de 12 horas no Acre, Estado em que construiu o início de sua carreira política e que a projetou nacional e internacionalmente. A candidata chegou ao Estado na noite de ontem, às 23h40 do horário local (uma hora a menos em relação ao horário de Brasília) e foi recebida com festa no aeroporto. Mais de 80 pessoas, entre familiares, militantes do PV e simpatizantes da candidatura, esperaram Marina com bandeiras e cantaram o jingle da campanha "Gente, gente, gente, Marina presidente".
A candidata embarcou para São Paulo no fim desta manhã e acompanhará a apuração dos votos com sua família na capital paulista. Por volta das 20 horas, deve conceder uma entrevista à imprensa.
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